quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Era Dourada

“Sobrepujados foram os Anos da Tempestade e os Anos da Revoada, sobrepujados foram os heróis que desapareceram entre o brandir de espadas e o rugido dos dragões. As histórias das tempestades tornou-se distante e imprecisa, poucos tomos sobreviveram as brasas da revoada. Os heróis tempestuosos residem apenas em estátuas nas ruínas de Sarin enquanto os heróis da revoada nunca serão conhecidos. Vivemos em tempos de novos deuses, de novas criaturas, de novos temores. Os dois lados do continente finalmente encontraram-se, o místico tornou-se arcano e assim a nova era teve seu início. A Era Dourada começou...” - Althear, Arquimaga Eladrin.

A Revoada trouxe de volta ao mundo o terror dos dragões, bestas ancestrais tão poderosas que são capazes de exterminar os mais bem treinados exércitos... E foi exatamente assim que aconteceu. Todos os impérios sucumbiram diante do poder das bestiais criaturas aladas forjadas no interior de Furren. Os humanos não foram capazes de derrotá-los, pois já estavam em guerra contra seus semelhantes, os elfos não possuíam exércitos suficientes, enquanto os anões, foram terrivelmente massacrados em seus domínios pela força dos dragões e das raças oportunistas dos subterrâneos. A única salvação para todos foi a bravura dos exploradores que rumou em direção aos ermos, indo na direção contrária das guerras que assolavam as planícies e do medo que devorava os vilarejos. Esses exploradores foram os responsáveis pela descoberta das terras além Furren, trazendo para o conhecimento das três raças regentes a existência de novas raças, novos conhecimentos afloraram e uma esperança surgiu com tais descobertas. Entretanto não houve chance para a criação de algo grandioso a tempo de derrotar o avanço do voo draconico, os dragões conquistaram todos os reinos, todas as cidades, todas as rotas. A sombra do colosso draconico era o líder dentre todos as bestas, imperou sobre o solo de vallhelian por aproximadamente três milênios. Humanos, elfos e anões foram obrigados a servirem como escravos, servos. Nobres, camponeses, comerciantes, heróis, sábios, magos, todos serviram como iguais perante a tirania do colosso draconico. A raça dos draconatos é a herança desse império grandioso e soberano, que encontrou seu fim no orgulho de seu líder e na astúcia dos novos povos que escondiam-se pelos ermos. A grande batalha por Vallhelian ainda é contada pelas canções dos bardos:

“Sob o estandarte do dragão de platina, os filhos da justiça ergueram suas armas. Não havia medo, não havia incerteza, a revoada teria seu fim pelas mãos daqueles que encontraram sob as asas da justiça a bravura e a força necessária. Bahamut desceu dos céus e consigo trouxe seus irmãos, nosso deuses. E ao lado dos que ouviram o chamado lutaram. O colosso nunca mais voltará a voar, as maldições das sombrias bestas jamais voltará a corromper e sob a benção dos novos deuses, os antigos repousaram. Veja! São os novos e dourados ares da liberdade! Assim contou nosso criador, assim a canção ecoara por todos os campos e corações.”

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